Horário de atendimento:
de segunda à sexta feira das 8:00hs às 20:00hs
Sábado das 8:00hs às 13:00hs
Cel: (11) 98123-0800 | Fixo: (11) 2532-0272
Facebook
Instagram
Youtube
Avenida Onze de Junho n° 1380 - Vila Clementino
São Paulo - SP - Cep: 04041-001

22o Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia

A Dra. Ana Lucia L. Chiappetta, fonoaudióloga da RNA, participou como palestrante do 22o Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia - Da promoção a reabilitação, em Outubro de 2014.

No workshop com especialista, apresentou a aula dentro do tema O trabalho respiratório na deglutição: Qual o real benefício. Neste contexto, falou sobre as implicações respiratórias na disfagia neurogênica.

Palestrante: Ana Lucia de Magalhães Leal Chiappetta

Alterações nas estruturas orofaciais, laringeais e faringeais comprometem a dinâmica da deglutição nas doenças degenerativas e progressivas. Através do conhecimento da motricidade orofacial e do raciocínio clínico miofuncional durante a evolução destas doenças pode-se programar a tomada de condutas terapêuticas para cada estágio e propor adaptações ou compensações necessárias.

No curso da doença, o acúmulo de resíduos alimentares e secreção é a queixa que mais incomoda os pacientes disfágicos. Se a quantidade acumulada de resíduos aumenta, maximiza o risco do mesmo ser aspirado durante o período inspiratório seguinte à deglutição. Eleva-se o risco de aspiração traqueal e, por consequência o de pneumonia.

Observa-se que pacientes neurogênicos, em estágios avançados de comprometimento bulbar, apresentam inabilidade motora na qualificação, acomodação, propulsão e ejeção do bolo alimentar. Alterações da fase faríngea podem ser percebidas através de sinais sugestivos, como alterações de qualidade vocal, presença de pigarro, tosse, engasgos, redução e demora laríngea e também através da incoordenação respiração-deglutição.

Para a ocorrência de uma deglutição segura devem ocorrer eventos sincronizados entre as fases da deglutição culminando com a proteção completa da via aérea.

Resíduos alimentares que invadem a via aérea como consequência do comprometimento de mecanismos protetores da deglutição pode permanecer acima do plano das pregas vocais, com ou sem resposta de tosse ou abaixo deste plano o que configura a aspiração laringotraqueal.

O fator diferenciador muitas vezes é a integridade das vias aéreas e a presença de tosse eficaz.

Observa-se, em decorrência, de valores respiratórios baixos o favorecimento de secreção laringofaríngea e brônquica que, associados à tosse ineficaz devido a pressão insuficiente para gerar alta velocidade de ar ocasiona uma elevação no risco de aspiração.

A diminuição de valores respiratórios exerce grande impacto na disfagia neurogênica e aumenta a gravidade da disfagia. Desordens de deglutição e respiração apresentam uma relação significativa: se os parâmetros respiratórios diminuem a disfagia agrava-se.

O objetivo desta apresentação é propiciar uma melhor compreensão sobre anormalidades encontradas no processo da deglutição e a relação anatomofisiológica entre as vias aéreas e digestivas e demonstrar técnicas de cinesioterapia respiratória que associadas a exercícios e condutas fonoaudiológicas promovem a prevenção de aspiração laringotraqueal e diminuem os riscos de pneumonia aspirativa.